16 de abril de 2009

MEDITAÇÃO PARA A SEMANA DE 13 a 18 de abril de 2009
(extraído do site: equipes-notre-dame.fr)
Tradução: Maria Luiza / Revisão: Geová


Hino do tempo pascal

Tu triunfaste da morte, Jesus ressuscitado,
E cantamos: aleluia, aleluia!
O universo foi transfigurado:
Diariamente o pão no teu Corpo é transformado.
Aleluia, aleluia!

PALAVRA DE DEUS

Lucas 24, 35-48

PRECE
Anônimo

São Paulo, apóstolo de Cristo,
tu que te deixaste tocar, transformar, converter,
tu que ousaste anunciar o Evangelho,
tu que foste até o fim no amor pelo Cristo,
roga por nós.
Para que nossa fé seja profunda,
nossa esperança esteja sempre pronta,
nosso amor por Cristo cresça,
e possamos dizer como disseste:
“não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim”.
Ajuda-nos
a tornar-nos apóstolos,
a colocar-nos ao serviço da Igreja e dos irmãos,
a testemunharmos tua luz através do mundo.
Ensina-nos a dizer contigo:
“Glória e louvor a Deus nosso Pai
na Igreja e no Cristo
pelos séculos e séculos”.

CADERNO DE ORAÇÃO

Buscadores de Deus, Doadores de Deus
O cristão possui uma reserva de alegria, riqueza, beatitude mais inesgotável e satisfatória que todos os poços de petróleo do Saara... Faz-se necessário atingir este tesouro enterrado no nosso coração e a perfuração não é mais fácil que aquela das companhias petrolíferas. Só a alcançaremos por meio do estudo e da oração.
Perfurar em direção à camada do amor inesgotável, ao encontro de nosso Deus escondido, desconhecido, esta Trindade que É, origem de tudo, de quem tudo procede, Vida, Verdade, Amor e em quem tudo se consuma.
E as pessoas que nos cercam como se aperceberão desta vida interior profunda? Talvez dela apenas suspeitem pelo modo de lhes falar, tal qual Jesus à Samaritana: “Se conhecesses o dom de Deus!”...porque pela fé e graça divina já teremos vivido este dom. Mas, mais que por palavras, seria “como por uma espécie de contágio” que poderemos transmitir aos outros o “gosto de Deus”. Pois de uma alma de oração algo refulge.

Caderno de Oração nº 121 Janeiro – Fevereiro 1972

8 de abril de 2009

MEDITAÇÃO PARA A SEMANA DE 06 a 12 de abril de 2009
(extraído do site: equipes-notre-dame.fr)
Tradução: Maria Luiza / Revisão: Geová

MEDITAÇÃO
Col 1, 11-12

PALAVRA DE DEUS
Marcos 1, 32-36

PRECE

Ó Cristo ressuscitado,
nesta manhã de Páscoa,
nasce uma nova aurora.
Transpuseste a morte,
fazendo brotar a vida.
Venha retirar a pedra de nossos túmulos,
venha nos reerguer de todas as nossas mortes.
Faça de nós tuas testemunhas,
seja nosso companheiro de caminhada.
Torne ardentes os nossos corações,
como os discípulos de Emaús.
Tu, o Vivente, pelos séculos dos séculos.
Amém

Yves Chamberland

CADERNO DE ORAÇÃO

Jesus Cristo nos ensina que Deus ultrapassa nossos sentidos, nosso espírito e nossas palavras, que sua essência é sabedoria, seu poder é bondade, sua vontade é amor, que ele é soberano, o princípio e o fim de todo ser, ele é o centro, a circunferência e a plenitude de todas as coisas; que sua excelência é inestimável, sua grandeza inenarrável, sua majestade adorável; que ele deve ser reverenciado por um sagrado silêncio e não profanado pelos discursos temerários do homem. Ele é sem nome e melhor que todo nome. Ele é tudo e além de tudo. Ele faz o tempo e está antes do tempo. É inacessível porém íntimo a tudo. É invisível, mas a tudo vê. Conserva-se imóvel, embora movimente tudo. É incompreensível no entanto compreende tudo. Tem por grandeza toda perfeição e em matéria de eminência (que é uma perfeição mais alta) não possui alguma. Ele é eterno, contém todos os tempos, mas destituído de tempo. Ele é bom, mas sem qualidade. Ele é grande, mas sem quantidade. Ele é alto, mas sem elevação. Ele é muito profundo, mas sem rebaixamento. Ele é imenso, mas sem extensão. Ele está presente em todos os lugares, mas não está contido em lugar nenhum. Ele está em todos os tempos, mas sem tempo algum. Ele é infinito, mas circunscrito em si mesmo, porque não permanece e não há nada fora de si.

Bérulle
Pierre de Bérulle (Cérilly, 4 de fevereiro de 1575 - Paris, 2 de outubro de 1629) foi um cardeal e teólogo ascético francês. Desde a sua juventude, inclusive antes da sua ordenação, consagrou-se à conversão dos protestantes. Buscou estabelecer nos homens um vínculo de amor com a pessoa de Jesus. Escreveu o Discurso sobre a abnegação interior. Introduziu o Carmelo na França. Em 1611, estimulado por São Francisco de Sales, fundou a Sociedade do Oratório, destinada à educação do clero. Faleceu enquanto celebrava a missa.

Caderno de oração n° 121- Janeiro e Fevereiro de 1972

2 de abril de 2009

MEDITAÇÃO PARA A SEMANA DE 30 a 05 de abril de 2009
(extraído do site: equipes-notre-dame.fr)
Tradução: Maria Luiza / Revisão: Geová


MEDITAÇÃO
São Paulo (Rm 8, 32)

PALAVRA DE DEUS
Heb 2, 9b-10

PRECE
Salmo 118 (IX)

CADERNO DE ORAÇÃO

Sim

“Sim”, nestas três letras resumo minha oração. Evidentemente trata-se de algo maior que uma palavra pronunciada, que um ato de inteligência ou um sentimento. Envolve o eu mais profundo que se exprime e se engaja. Creio que este sim seja a mais perfeita resposta do homem a Deus. Desejaria que este fosse meu nome próprio, desejaria chamar-me “Sim”.
Esta é, pois, a palavra chave da oração. O ato de uma liberdade que se curva sem reservas à vontade de Deus. Exprime com justeza a autêntica prece, que em sua essência não precisa despender esforços, mas unicamente abandonar-se à ação de Deus que age na alma continuamente, desde que nos entreguemos sem condições ao seu domínio. Esta palavrinha de nada, na verdade exige muita coragem, mais que isso, o louco amor de alguém que, sabendo-se infinitamente amado, não tem mais medo de Deus.
Ser fiel não é outra coisa senão estar permanentemente disponível a dizer “sim” a Deus. Conforme São Paulo: “É unicamente o sim que se encontra nele” (2Co 1, 19). E este “sim” do português é o “amém” hebreu, esta curta palavra litúrgica, tão rica e tão densa. Esta palavra que no Apocalipse designa o próprio Cristo: “Assim fala o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira” (Ap 3, 14).
A maior ambição da alma orante: ser um “sim” a Deus.

Henri Caffarel (Caderno de Oração nº 121 Janeiro-Fevereiro 1972)